Mutants: Trata-se de uma estória sobre, como o próprio nome já diz, mutantes. Basicamente os mutantes são seres que possuem poderes especiais, e para saberem controlar esses poderes e usarem para o bem, eles treinam em um instituto, denominado Instituto Clauss Lafount. Apesar de no começo parecer que se trata somente de uma garota de mal com a vida que deseja saber por que foi abandonada em um orfanato, no desenrolar da estória você vai conhecendo uma porção de personagens nos quais você se identifica com suas personalidades e junto você se envolvem nos mistérios de cada um. O mistério que mais chama a atenção para a trama é a Chloe, aparentemente uma vilã, que para saciar as sombras que lhe perseguem, precisa dar a elas a vida de alguns humanos, algo que está chamando a atenção de outros mutantes que precisam detê-la antes que ela traga uma revolta dos humanos.
Em uma bela manhã no Instituto Clauss Lafount, mais precisamente na cozinha, Audrey tentava cozinhar algo para comer. Isso mesmo, meu caro leitor: CO-ZI-NHAR. Nem preciso dizer que isso não daria nem um pouco certo.
–Uísque na omelete? Tem certeza? – Dianna falou enquanto a observava despejar uma boa quantidade de álcool na frigideira.
– Claro! – ela se virou para a amiga. – Veja, - pegou o livro de receitas, encima do balcão e entregou a amiga. – está dizendo: tempere a gosto. – a loira revirou os olhos
– Deve estar horrível. – falou, vendo a garota despejar o conteúdo num prato e provando.
– Tem razão. – disse Audrey fazendo careta. –Não ficou bom. Tem ovo demais.
Então pegou a garrafa de uísque, que estava pela metade e bebeu.
- Bem melhor.

Sempre acreditei que anjos não são pessoas com asas, que já morreram e vivem no céu, olhando os entes queridos fazerem besteiras, sem fazer nada. Ao contrário, para mim, anjos são pessoas comuns, que não nos deixam desistir ou perder as esperanças. Aqueles que nos erguem quando tudo está prestes a afundar e se perder.
E, no Instituto Clauss Lafount, não poderia ser diferente, eles atendiam pelos nomes Dianna Belláqua e Gabriel Manchester. Ambos eram completamente diferentes, exceto por uma coisa: fariam e fazem de tudo pelos amigos. Eram o tipo de pessoas que você poderia se sentir horado em poder contar. Tinham perseverança e uma capacidade inacreditável de ouvir dramas pessoais alheios a eles.
Não é a toa que ela era a melhor amiga de Audrey e Brendow, enquanto ele era a única pessoa capaz de ter uma conversa saudável com Chloe e Scarlet.


Fria, calculista, inteligente e sagaz. Aquela cuja alma é tão seca quanto às páginas de um livro, aquela que fora criada pelo mal, aquela que não pensaria duas vezes em matar quem ama para obter vantagem, aquela que inebria os homens com sua beleza, aquela que muda de forma, tal qual um camaleão.
Aquela que lhe destruirá: Scarlet.

Cigana oblíqua e dissimulada, como diria Machado de Assis. Dona dos olhos verdes mais doces e um sorriso quase angelical, mas não se deixe enganar. É como um vulcão prestes a entrar em erupção, a calmaria antes da tempestade, um demônio preso numa garrafa de cristal.
Por isso, meu amigo, nunca, eu disse: NUNCA! Contrarie-a, pois ela é capaz de tornar a sua vida um verdadeiro pesadelo.
